sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Avestruz no cardápio fashion

Inverno 2007
Samuel Cirnansck


Essa é quente, quentíssima. A maringaense Strut acaba de bater o martelo para abrir uma filial em Londrina. A grife especializada em couro de avestruz - que em parceria com o estilista Samuel Cirnansck já deu o ar da graça nas passarelas da São Paulo Fashion Week - deve abrir muito em breve uma loja no Catuaí Shopping Center.

Mamãe artesã


Atenção mamães, não é mais preciso esperar o pimpolho nascer para começar a preparar o scrapbooking. As técnicas do customizado álbum de retratos turbinado com detalhes fofinhos também podem ser usadas para confeccionar lembrancinhas de maternidade, convites para chá de bebê e até enfeite de porta do quartinho. A sugestão é do Fotos & Memórias Scrapbooking, que escalou a designer Paula Hatadani para ministrar o curso.



Mais informações: (43) 3025-1239 ou
scrap@fotosememorias.com.br

From New York













Não, infelizmente as novidadeiras não estão em Nova York para a semana de moda, mas a fofa assessoria do Carlos Miele mandou as imagens bem bacanas pra gente ver como o estilista está nessa temporada. Menos é mais, não? Um luxo só.



“Crio para o meu “objeto do desejo”. Uma mulher cosmopolita, sofisticada e independente que desperta a atenção em Nova Iorque, Paris ou São Paulo. Com essa coleção, busquei entrar no universo dessa mulher, compreendendo sua mente e seus desejos.”
Carlos Miele


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Fashion Victims?

Que Clive Owen que nada. Se essa escolha meio esdrúxula tivesse que ser feita pelas mulheres americanas, os modelitos acima ganhariam disparado. Segundo pesquisa realizada pela Unilever em 10 cidades americanas, a maioria delas prefere roupas a sexo. O mais curioso são as propostas sugeridas, tipo a abstinência sexual durante 15 meses em troca de um guarda-roupa cheio de roupa nova no final. Elas nem titubearam... Boa parte das mil entrevistadas acha que não há elogio masculino tão poderoso quanto o efeito mágico daquele vestido espetacular na auto-estima feminina. Confira a matéria aqui.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

O efeito Dunga




O assunto deu o que falar entre os blogs especialistas em futebol, masculinos na maioria. A reprovação do visual de Dunga na derrota do Brasil por Portugal foi unânime. Afinal, por que inventar? Só porque a filha é estudante de moda? Técnico de seleção tem que usar uniforme esportivo e ponto final. Certo?

É o que o Novidadeiras quer saber. Não se reprima. Abra seu coração. Na sua opinião, a camisa de Dunga...

1. É original, ora bolas. Nada melhor do que uma estampa PB para quebrar a monotonia daquele verdão do gramado.

2. É muito fashion. Na passarela do Herchcovitch, por exemplo, seria visto como suuuper-mega conceitual. Por que em um estádio de futebol seria diferente?

3. Ficou meio deslocada, mas tudo bem. Tudo se perdoa de um pai que quer agradar a filha pagando mico em rede mundial.

4. É o supra-sumo da cafonice. Se camisa ainda ganhasse jogo, o destino dessa aí passaria longe até do banco de reserva.

5. Melhor dar outro rumo à carreira da menina. Ou mudar de personal stylist.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Tá de brincadeira?!?

Confesso que ainda gosto de coisas de gente não muito grande. Ainda gosto de ouvir a trilha do “Arca de Noé”, de colecionar canetas e cadernos, de alguns brinquedinhos tipo aqueles do Kinder Ovo e do Mc Lanche Feliz. Calma!! Não precisa me mandar o telefone do seu psiquiatra. Do jeito que a coisa anda, gostar de coisas de gente pequena é mais do que “cool”! A onda agora é ter um brinquedo para chamar de seu, mesmo que você já tenha passado da casa dos 20, 30, 40, 50… Estou falando dos “Urban Toys” e aposto que vossa senhoria também vai querer um.



A mania começou tomando conta do Japão, depois invadiu os Estados Unidos, a Inglaterra e mais recentemente o resto da Europa. Criado por artistas plásticos e/ou designers, os bonecos de vinil poderiam ser uma tradução da contemporaneidade, cheios de referências ao mundo pop, dos quadrinhos, mangás japoneses, cultura de rua, cartoons, música e outros ícones destes nossos tempos modernos. Uns podem achar os tais brinquedos agressivos, violentos, de mau-gosto. Outros ja acham divertidos, irônicos… Mas vamos combinar que o nosso mundo nao é mais o da Barbie, e já faz tempo.

Antes que a sua sobrinha enlouqueça querendo o seu coelho assassino, vale deixar bem claro que os “designer toys” não sao brinquedos de “verdade”. Não foram produzidos para o entretenimento infantil - mesmo eu apostando que as crianças vão pedir os seus. Ou seja, pode fazer birra que aquele ursinho de vinil é seu e ninguém tasca… Principalmente se for aquele desenhado por Cavalli, ou por Dolce&Gabbana.

Sim! Alguns estilistas entraram na brincadeira e criaram seus “Quees” – boneco-urso criado pela japonesa Toy2R – uma das empresas mais empenhadas na “design toy culture”. E outros artistas ganharam fama com seus bonecos, como è o caso de Brooklin Tristan Eaton, “pai” do Dunny e da dupla David Horvath e Sun-Min Kim, criadores da “Uglydoll”, isso para citar so alguns. Os adultos estão comprando seus bonecos de vinil para enfeitar as estantes de casa, a mesa de trabalho, o carro. A julgar pela quantidade de lojas on-line e ofertas no E-bay, o negócio é sério e está dando lucro a muita gente.

Os tamanhos, assim como os preços, variam bastante. Você vai encontrar desde cheveiros até bonecos de 60 centrímentros, com valores variando entre os € 10,00 e € 200,00. Brincadeira de gente grande, né ?

A diversão ainda se estende através de revistas e livros especializados no assunto além de pelúcias coloridas e estranhas. Quer estimular a sua criatividade? Fácil, fácil… só comprar um boneco em branco e customizar-lo. Uma prova de que a coisa esta se popularizando? A Opel, gigante da indústria automobilística, apostou na famiglia de C’Mon para os spots publicitários do novo Corsa europeu. Imagina se o “C’Mom” dito pelos personagens bizarros durante a propaganda nao caiu na graça do povo?!?

Para passear: www.atomplastic.com
www.toysonstage.com
www.myplasticheart.com

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Mais feliz ainda




Dica para quem está em fase casadoira ou querendo mudar o visual da casa. Começou hoje e vai até dia 24 de fevereiro a temporada anual de liquidação de O Casulo Feliz, especialista em produtos artesanais feitos com seda. Criada em 1988, em Maringá, a empresa entrou na onda atual de sustentabilidade muito antes de isso virar moda.



Lá eles trabalham apenas com casulos impróprios para a indústria ou com subprodutos da seda. E empregam moradores de uma das regiões mais carentes da cidade, onde a fábrica, o show-room e a loja ficam situados. Os tapetes, cortinas, jogos americanos e almofadas, entre outros produtos, são feitos com 20 tipos diferentes de fios, cujas tramas ficam por conta da criatividade da designer Glicínia Setenareski.


Look da Osklen com seda de O Casulo Feliz em exposição na SPFW



Quem vai lá sempre volta. O lugar, aliás, recebe visitas freqüentes do povo da moda e de estilistas que, vez ou outra, trabalham em parceria com a empresa. Alexandre Herchcovitch, Mário Queiroz e Isabela Capeto foram alguns deles. Nessa temporada foi a vez de Oskar Metsavaht, da Osklen. Ele criou um vestido com tecido desenvolvido pelo Casulo para a exposição que aconteceu nos corredores da Bienal durante a SPFW: a idéia foi mostrar looks feitos com materiais que não agridem o meio-ambiente e são produzidos de forma socialmente correta.



O Casulo Feliz fica na continuação da Av. Cerro Azul, em Maringá.
Fone: 44 3226-1580.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007

Brasileira em NY



A paulista Ana Beatriz Lerario é destaque da fofita Teen Vogue de fevereiro. Depois de estudar na Parsons School of Design, no Fashion Institute of Technology e na NYU, a estilista foi parar na equipe de Marc Jacobs e por lá ficou durante quatro anos. Em agosto de 2005 lançou a própria marca, a Lerario Beatriz, que é toda produzida no Brasil - por isso mesmo o capricho com os detalhes artesanais. O vestido que Ana Beatriz usa na foto é da coleção primavera e custa cerca de US$ 700 na Nordstrom.


Teen Vogue: US$ 2,50 nos EUA ou então R$ 19,95 por aqui!!!

Wireless


Cadê os fios que estavam aqui?






Foram todos enterrados porque, é claro, não combinavam com o novo projeto paisagístico da paulistana rua Oscar Freire. As calçadas também melhoraram - muito - pra deixar mais confortável o vaivém dos compradores. Dá para andar de salto alto sem medo, ao contrário do que acontece nas outras calçadas Brasil afora.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

O alvo de Ronaldo

Leandra Leal e Caio Ciocler vestem as novas t-shirts assinadas por Ronaldo Fraga


Já virou tradição. A cada edição da SPFW, um estilista cria uma camiseta diferente para a campanha "O Câncer de Mama no Alvo da Moda", à venda nas lojas Hering, com parte da renda revertida para o IBCC - Instituto Brasileiro de Controle do Câncer. Estes são os novos modelos, que levam a assinatura do mineiro Ronaldo Fraga. O alvo azul se transformou no pássaro-ícone de uma de suas mais famosoas coleções, "Quem matou Zuzu Angel?"

Em tempo: o logo da campanha foi criado pelo americano Ralph Lauren, mas foi no Brasil que a história toda passou a ser reconhecida como exemplo mundial. Desde a sua fundação, em 1968, o IBCC já atendeu mais de 3 milhões de mulheres e desenvolveu uma infra-estrutura hospitalar tida como referência nacional.

Três boas estréias

Simone Nunes

Wilson Ranieri



Priscilla Dalrot


Fotos: Agência Fotosite/Divulgação

Raio X

Jefferson Kulig

Vide Bula

do Estilista


Seja por protesto, diversão ou pura ciência, três grifes tiraram os esqueletos do armário e mostraram na passarela. O da Vide Bula tem a ver com a anorexia, o de Jefferson Kulig é uma representação robótica. Quanto à meia-calça de Marcelo Sommer...

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

Tamanho é documento

Na passarela e fora dela, as maxibolsas foram protagonistas no quesito "acessórios da temporada". Quanto maiores, melhor o efeito. Anote: o truque é ótimo para atualizar o visual.



Mais é mais: as bolsas gigantes de alguns fashionistas que circulavam pela Bienal


Tá, meu bem?!



...E já que estamos em um momentinho "frases de efeito", aí vai mais uma, dessa vez garimpada na platéia fashion:

Divirta-se

"Roupas são pequenos truques para se levar uma vida melhor ou pelo menos como se quer... "

Marcelo Sommer

Trocadilho

Foto: Agência Fotosite/Divulgação


A colega vê mais uma vez as "sabotas" de Jefferson Kulig na passarela e dispara um trocadilho fashion: "ele é fiel às suas bases". O curitibano, com oito participações na SPFW, desfila suas sabotas desde a primeira aparição em São Paulo.

Acho que vi um gatinho

Vi sim...










Fofurinha nos mínimos detalhes, como sempre, a coleção de Isabela Capeto. E mais não conto porque não sei. O desfile foi restrito, restritíssimo...



Foto: Agência Fotosite/Divulgação

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Vaivém

Foto: Agência Fotosite/Divulgação

Começa o desfile de Mario Queiroz e a colega pega logo o celular com a foto do marido. "Preciso ver o bofe pra não perder a referência", brinca, guardando rapidamente o telefone-porta-retrato para se concentrar no desfile. Na fila de trás, o vaivém de bonitões também provoca comentários e quase atitudes: "me amarra na cadeira por que senão eu vou até lá". O amigo responde: "não amarro porque se você for eu corro junto". No final do desfile o "obrigada, Mario" é o que mais se ouve.

Deu samba



A Velha Guarda do Samba é a grande homenageada do desfile da Cavalera - que nesta edição resolveu acertadamente juntar as coleções masculina e feminina. Adoniran Barbosa é reverenciado na trilha sonora e nas estampas bem-humoradas que enfeitam até mesmo fivela de cinto. Cartola também é lembrado entre as peças de delicados trabalhos manuais, como a sempre preciosa renda renascença.

Ah, faltam três semanas para o Carnaval e apenas mais um dia de SPFW. Nervinho.

Pra comer de camisinha


Na linha histórias de bastidores, a colega se delicia com o doce de milho servido no brunch da Patachou e dispara: "melhor do que orgasmo". O povo, é claro, vai atrás para provar também. A aprovação vem de outro coleguinha: "hum, isso é pra comer de camisinha". É certo que a frase já está se espalhando pelo Brasil afora.

Atemporal



Samuel Cirnansck deu um toque de realeza à tarde fashion de domingo. Seu faro certeiro para o glamour e a sensualidade apontaram para o barroco, costurado com rendas, decotes profundos nas costas, estampas tipo rabiscos, vestidos de corpo bordado e saias ora curtas ora longas e fluídas. As anquinhas de Maria Antonieta deram o ar da graça - só pra fazer graça - mas a imagem da coleção é a noiva moderna que concentra em si todos os tempos da moda.

Clássico atualizado


Há 10 anos, quando a moda no Brasil ainda era uma promessa e os títulos da área, uma raridade, a "Enciclopédia da Moda", de Georgina O`Hara, salvou a vida de muita gente. Pois agora o livro ganhou nova edição com direito a 100 verbetes de moda nacional, elaborados pela jornalista Cyntia Garcia, professora do MBA em Gestão de Luxo na FAAP. "Tenho uma das maiores bibliotecas de moda do país, conheço várias enciclopédias, mas esta é a mais sintética, a que contém a melhor qualidade de informação em 350 páginas", garante ela, que fez pose para o blog ao lado do estilista André Lima, ontem, na Bienal. Ela conta ainda que o projeto dosou custos para caber no orçamento dos leitores (custa R$ 58,00). A capa da nova edição traz uma imagem do memorável desfile de papel, de Jum Nakao.

domingo, 28 de janeiro de 2007

A nova cara da Patachou

Com a saída de Tereza Santos na direção de estilo da Patachou, a vaga foi preenchida por outra mineira, Ana Magalhães. Nascida em berço fashion, Ana cresceu vendo a mãe criar para a grife masculina Art Man. Adulta, foi trabalhou nove anos na Patachou, passou outros dois na Coven e até teve a própria marca, a Calisto. A coleção de estréia de Ana Magalhães tem nome querido: As mulheres que amamos. "Eu e minha equipe forramos a sala com fotos das mulheres que amamos, desde divas de Hollywood a pessoas que lutam por causas sociais como Zilda Arns", conta a estilista. Nas araras, fofurinhas como as estampas de lacinhos e os casais de passarinhos. Preto e cinza prevalecem e o contraste fica por conta dos acessórios, principalmente os vermelhos.



O que muda com a troca? "Trabalhei nove anos na Patachou, posso dizer que a minha identidade se confunde com a da marca", explica Ana, que neste domingo recebeu um grupo de jornalistas para um brunch na loja da Oscar Freire. A propósito, a loja do Shopping Iguatemi vai ser a única a ser fechada com a mudança toda. Mas para as curitibanas, a boa notícia é que há o interesse de se abrir uma segunda loja na cidade.

sábado, 27 de janeiro de 2007

Tear de prata




Entre tantas novidades para o outono-inverno no salão de negócios da São Paulo Fashion Week, a designer paulistana Thaís França consegue se destacar por seu trabalho diferenciadíssimo. A união inusitada da renda com a prata nos seus acessórios. No início, há cerca de dois anos, ela partia da renda para depois montar a prata. Hoje faz o processo inverso. "A base de prata vira um tearzinho", explica Thaís, que exporta cerca de 80% da sua produção. Tanto que seu site tem versões em inglês e francês.

Maria Bonita


"tem vezes que tenho vontade
de que nada mude
vou ver
mudar é tudo que pude"
Paulo Leminski

Ronaldo vai à China





Fotos: César Augusto